terça-feira, 31 de maio de 2011

MULHER de VIRGEM!

É bem provável que você faça uma imagem de mulher delicada, frágil e virginal dessa mulher. Bom, não é bem assim. Na realidade, não é nada assim. As virginianas fazem coisas que nós nunca esperaríamos que elas fizessem. Não é que elas sejam imprevisiveis. Elas agem naturalmente, você é que enxerga errado.
É realmente de ficar de queixo caído com a capacidade das virginianas de ser absolutamente o oposto do que a sua aparência indica. Ela é capaz de enfrentar sozinha um mundo hostil, desbravar o último pedaço virgem da amazonia e procurar pela última espécie de arara azul só para provar que elas ainda existem. Elas parecem porcelana, mas a espinha é de titânio.
Eis o seguinte. A mulher de virgem tem uma visão clássica do amor. E ela é tão pura quanto as águas que nascem nos alpes suíços. Portanto se os olhos dela enxergarem em você imperfeições que batalham com um amor sem falhas que ela acredita ter conhecido ontem, ela não vai hesitar em romper laços antigos. E quando a virginiana termina um relacionamento, o que é fatalmente doloroso, não vê porque amenizar seu corte cirúrgico com anestésicos. Dor dói, não importa o quanto. E o seu conceito de relacionamento é mais coerente e irrefutável do que qualquer documento legal. Ela sabe ser mortalmente prática e divinamente romântica, ao mesmo tempo.
Quando marcar um encontro com a sua amada virginiana, tome o cuidado de não se atrasar. Elas são as discipulas da organização, eficiencia e pontualidade. Não se atrase a menos que queira estragar as coisas. Elas não vão fazer estardalhaço e muito barulho. Mas as virginianas sabem ser beeeeem desagradáveis. Dou a solução: colha algo da natureza para presentea-la, admita o erro e não discuta mais. Você não pode vence-la. Espere. Espere. Espere. Pronto, ela está ótima de novo e nem importa quem venceu.
Treine em casa algumas palavras antes de lidar com virginianas que prezam por uma boa gramática. Não seje, nem menas e nada pra mim dizer. É fundamental. Esteja bem aprensentado, cabelo e barba no lugar, todo trabalhado na impecabilidade. O senso dela de limpeza e organização transita em todos os lugares, inclusive em você.
Não a atormente apertando-a por ai, não fique de beijos demais, não faça espetáculos. Com a virginiana é devagar, graciosamente e com charme. Uma vez que você a tenha, elas serão fiéis assim como são leais a sua idéia de amor e relacionamento. Se ouvir de alguma virginiana que ela traiu alguém, é muito provável que tenha durado muito pouco e aconteceu apenas para ela provar algo para si mesma. Se elas cometem deslizes, sabem enconbri-lo com maestria.
Mas apesar da meticulosidade aborrecida, da chatisse dos dias de chatisse e de seu poder de criticar sem medo, o que você faria sem essa virginiana, né verdade? Há algo de louvável em sua precisão e exigencias. Inegavelmente te faz alguém melhor. O jeito tímido e olhos convictos reservam uma inteligencia encatadora impossivel de resistir, principalmente depois que ela esboça um sorriso e, de repente, parece que ela não é nada mais que nada.
Mas para alguém que ama esta espécie e, principalmente, sente a mão dela em sua própria vida... ela é tudo.
Sutilmente indispensável.

Eduardo Aguiar escreveu essas características das Mulheres dos 12 signos, o fez perfeitamente... 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Só pq eu adoro ela!




Eu quero ser pra você
A alegria de uma chegada
Clarão trazendo o dia
Iluminando a sacada
Eu quero ser pra você
A confiança, o que te faz
Te faz sonhar todo dia
Sabendo que pode mais
Eu quero ser ao teu lado
Encontro inesperado
O arrepio de um beijo bom
Eu quero ser sua paz a melodia capaz
De fazer você dançar
Eu quero ser pra você
A lua iluminando o sol
Quero acordar todo dia
Pra te fazer todo o meu amor
Eu quero ser pra você
Braços abertos a te envolver
E a cada novo sorriso teu
Serei feliz por amar você
Se eu vivo pra você
Se eu canto pra você
Pra você

segunda-feira, 2 de maio de 2011

L'Amour!

 

Deixo os nobres leitores com as palavras da Juliana, na certeza que faço das palavras dela, as minhas.

Amor.

E depois de tanto se autoflagelar com amores impossíveis, com histórias mal vividas, com projetos desbotados, ela construira uma muralha em volta do próprio coração. Foi atrás dos melhores artíficies, que com as mais duras pedras fariam a melhor fortificação. Impossível ser transporta, destruida,  sequer abalada. Com afinco a fortaleza foi construída. Foram necessários meses de dor, de lágrima, de solidões noturnas, de cigarros fumados até o fim, de diálogos etílicos, de paciência. Enfim, pronta. Nada poderia permear aquela construção tão sólida. O coração então encontrava-se totalmente protegido.
Levava nos olhos, bem no fundo deles, essa marca da vida. O peso que carregava no corpo era notório. Apesar do sorriso sempre aparente no rosto, daquela capa tão habilmente treinada, vez por outra deixava transparecer que ter trancafiado seu órgão vital tinha sido determinante.
A vida é bela, mas também nos traz sofrimentos inimagináveis. Destes sofrimentos surgem certezas, e a cada nova certeza que adquirimos, perdemos parte da nossa inocência. A vida é bela, mas o mundo é grotesco. Da sua feiúra brotam dúvidas, que botam em cheque nossas virtudes, e quando cada uma das nossas virtudes falha, endurecemos nossas almas.
Ela era tal rocha. Ou ao menos acreditava que era.
Então  ele apareceu. O sorriso também endurecido pelos anos. As descobertas de si mesmo, as decepções, as tristezas. Trazia tudo consigo na forma com que suas mãos gesticulavam cuidadosas, na forma como andava calmo. Os tropeços no caminho trouxeram a cautela de seus passos.  Ela não mostrou qualquer entusiasmo. Ela era assim. Mal se apercebia das pessoas. E ele foi chegando mais perto porque a sua frieza não o inibia.
Como pode ele andar pelos campos do  coração dela e destruir, com um simples olhar, cada muralha erguida? Como pode ele provar, com um simples gesto, que todas as promessas são em vão? Com um simples sorriso ele derruba todas as  certezas, e com sussurros faz brotar a inocência que outrora ela imaginava para sempre perdida.
 O amor é feito de incertezas.
E de súbito ela é toda dúvidas. Pode mesmo um homem abalar tanto os alicerces de uma mulher, moldando-a de rocha à água? Quem é ela e que sempre que fala reduz a pó toda a vivência que ela acreditava ter? Com todas as certezas abaladas, agora ela nada era senão um emaranhado de lembranças.  Dele, de seu sorriso, de sua voz, de seu cheiro. Ninguém sabe se ficaram juntos, se ficarão, se a história tem uma continução. E todos os questionamentos vem a tona. O que será esse sentimento que destroi tudo para reconstruir, que transforma tudo para melhorar?
Eis que surge a única certeza. Naquela noite. O amor. O possível.